O 9º Raio é a energia que produz a expansão daquilo que foi o contentamento. O nosso contentamento é como um rastilho para o êxtase (experiência da 9ª energia divina). O êxtase existe sempre mas a Terra não tem vibração para receber o êxtase, então a experiência do êxtase começa agora com o contentamento dos novos monges. O êxtase só é possível quando o ser vive o contentamento como uma pequena chama e a partir daí o divino começa a expandir.
O contentamento é o ponto de aplicação do 9º Raio (êxtase). Todos os místicos da idade média tiveram esta experiência. Isto começa com o cultivar do contentamento.
Nós somos seres demasiado eufóricos e a euforia repele o êxtase.
O ser tem que regressar à chama do contentamento: eu existo, eu vejo, eu sou um embaixador da luz na matéria, eu fui emanado, eu trago em mim uma insígnia celeste.
O 9º Raio é uma lança de fogo que atravessa o coração (como nas descrições feitas por Stª. Teresa d’Ávila) ou o centro da testa e o indivíduo sente-se levitado pela alegria. Existe uma relação directa entre levitação, libertação das leis terrestres e alegria cósmica.
Nós estamos a tentar anunciar uma vasta alegria mas que é tão vasta que os nossos veículos têm que estar purificados para a receber porque senão derretem.
Todo este trabalho do 1º ao 9º Raio visa preparar o ser para a encarnação da sua mónada. O 10º Raio é o que produz a encarnação da mónada, é o raio que faz equivaler o corpo físico etérico ao corpo de luz e no qual o envelope divino, que sempre esteve em torno de ti, é reactivado e ligado a certas linhas e pontos específicos ao longo do corpo e quando isso acontece, a bioquímica, o sangue, o código biológico muda de nível e este 10º Raio produz um translado integral da tua biomassa e com isso encarna o ser maior.
O 10º Raio, que é o raio que activa o veículo divino (Merkabah) abre todo o teu ser em flor.
O 7º Raio produz sintonia com o eixo cósmico e isso é feito através de obediência, castidade, e pobreza e a cura cósmica começa a actuar.
A acção do 8º Raio termina no novo código genético. A agressividade, a competição, as defesas, tudo o que é fruto da “velha coisa” é eliminado.
O 9º Raio actua trazendo a alegria cósmica. Aquilo que para nós é alegria cósmica, do ponto de vista oculto, é uma técnica de elevação de uma oitava.
À medida que o 9º Raio desce e vai activando a alegria em ti, o 10º emerge para fazer encarnar a mónada – Transfiguração.
Transfiguração é a descida directa daquilo que tu és, da essência, aqui, aos veículos humanos.
É a cumutação da identidade e a ruptura do envelope electromagnético que está ligado às matriz de controle, à matriz da lei da morte. Ainda hoje nos nossos genes a imortalidade e a morte lutam uma com a outra, isto é, os genes adâmicos imortais, pirateados por hierarquias caídas, tentando fazer uma humanidade subserviente, perderam o seu poder de imortalidade mas ainda existem regiões em ti que mantêm a energia adâmica.
Este 10º Raio ao transfigurar suspende a antiga fórmula genética e impõe uma nova fórmula. O 8º Raio cria o novo código genético, o 10º Raio, ao transfigurar, activa todo o potencial do ser. O 10º Raio é, ao mesmo tempo, o raio da Mercaba, da encarnação da mónada e da revelação do teu potencial.
À medida que o ser vai vivendo o processo o que fica é a Ananda física, que são as células físicas recuperando a memória do Eden, a memória da divindade que as habita.
O 9º Raio é extremamente magnético, à medida que ele vai descendo, atravessa o 8º, entra pela coroa, vai descendo até se instalar no cóccix, este é o seu ponto de ancoragem, é aqui que começa o êxtase.
No cóccix, onde antes estava a kundalini e a energia telúrica, desce ali uma energia celeste libertando o código genético original que está ainda no cóccix. O nosso cóccix é uma cápsula do código genético da imortalidade.
Os mistérios de Escorpião tem a ver com a vida e com a morte, com a transfiguração, com a alquimia, há muitas referências nas entrelinhas entre a sexualidade e a imortalidade.
À medida que esse 9º Raio vai descendo vai conquistando as telas etéricas e instala-se no cóccix, começa a percutir, a determinada altura explode e espalha uma luz branca, supra planetária, não cármica por todo o ser usando o corpo etérico e a partir daí, as células começam a mudar de comportamento e depois o 10º Raio usa esse cenário para produzir a transfiguração e a ascensão.
O 11º Raio é o raio do voo, da ponte entre o Céu e a Terra. O símbolo alado egípcio de um disco com asas é o 11º Raio porque o 10º Raio transfigura, o 11º desenraíza completamente da Terra, ele dá autorização para sair da consciência terrestre.
O 12º Raio está ligado a Samana e é a energia de esplendor que é descrita pelos Seres Contacto quando são levados a bordo das naves mãe. Esse esplendor é a luz que está atribuída à Terra. O 12º Raio não actua individualmente, ele está ligado à veste nupcial da Terra inteira.
Este 12º Raio, que se pode chamar o Raio da Nova Era, o Raio de Aquário, tem uma energia dourada, é a radiação que deverá descer na Terra inteira.
O 10º Raio rompe a lei terrestre em ti, gradualmente, produz transfiguração no homem.
O 12º Raio produz transfiguração no planeta (há muito material de S. Francisco de Assis sobre o 12º Raio. Quando ele diz: “Das pedras sairão cânticos” isso tem a ver com o 12º Raio, com a veste nupcial da Terra, com a Nova Jerusalém).
O que os Irmãos nos dizem hoje é: “se terminaste o teu dia bem, se o teu dia tem rigor, contentamento, se tem a simplicidade básica dos sábios e se a tarefa do dia chegou ao fim, reúne-te (trás os teus corpos) e contempla”. Ou seja: “cumprindo o 7º Raio (a ordem), o uso possível para cada dia do que sabemos ser o melhor possível, no fim do dia contempla” porque assim como a situação planetária está a chegar ao fim de um dia e o 7º Raio torna-se evidente ou ausente, depende de como as nações, os povos e as pessoas viveram os últimos 2000 anos, assim como o mundo está vivendo um 7º Raio, que necessariamente levará aos 5 Raios Superiores, individualmente, no fim do dia, vive essa passagem.
O ponto de contemplação, hoje, é acima do crânio, onde é possível fazer uma visualização criativa. Essa contemplação tem a ver com essa chama branca sobre a cabeça que é onde está sendo feita a chegada dos 5 Raios Superiores.
Que eu viva estes ritmos orgânicos do dia e que eles, por estarem em sinergia, desagúem naturalmente na Contemplação.
Todo o bom uso dos materiais terrestres conduz à contemplação, donde que, toda a disciplina equivale a Liberdade.
Ao mesmo tempo que nós estamos numa etapa de purificação, para que eu tenha forma de entender essa purificação, que eu trabalhe os votos monásticos: POBREZA, CASTIDADE, OBEDIÊNCIA. Purificação ou vida monástica é idêntico.
Eu uso o prana de uma forma construtiva ou dissipadora? Chama-se RIQUEZA hoje, a dissipar energia, e POBREZA a convergir energia para dentro da Lei. Chama-se CASTIDADE a distribuir o pão astral.
André Louro de Almeida

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