A situação do planeta resolve-se através do ser em consagração progressiva e as novas radiações que circundam na Terra utilizam o ser consagrado como chama viva. O ser que veio para ser usado pela energia de transição planetária sabe que está sendo activado porque o seu interior se simplifica, ele começa a gravitar em torno de situações e trocas que contêm a alegria de ser consciente.
Os servidores que são o ponto de apoio da energia de Samana (Crística) disponível para a Terra, ao mesmo tempo que estão entrando numa etapa de Purificação, de superação do que eles não são, eles têm a experiência do “deserto e da sede” como forma de ampliar a sua capacidade de caminhar com os seus próprios pés a partir de uma frequência lúcida, pura, que vem do centro do ser.
O estado de ascese, o processo de não deixar no indivíduo nada que impeça as núpcias profundas, este estado vem a par com a purificação que o indivíduo está a viver.
Esta capacidade de ver “outras escalas” é a tónica do despertar “desse” grupo no planeta inteiro. É a sede que faz com que o indivíduo caminhe até encontrar a fonte que lhe corresponde porque este ser ultra pasteurizado das grandes cidades nem tem consciência da sede dele.
Por detrás do pequeno coração existe um coração gigante, uma montanha de amor e este coração vasto, que o budismo tibetano chama Anura, é a cura do pequeno coração e esta experiência do deserto e da sede é uma forma através da qual o criado em ti reconhece o criador em ti.
Enquanto a minha vida tem cor a mais, o meu ouvido ruído a mais, a minha afectividade tem ornamentos a mais, o meu mental tem cabides a mais para forças mentais a mais, isto não permite a atitude através da qual a Força começa a ancorar no ser.
À medida que estes raios cósmicos superiores começam a atravessar as membranas de desaceleração progressiva, esta mente deverá começar a ficar silenciosa. SENSIBILIZA-TE PELA TUA MAGESTADE E VASTIDÃO INTERIOR.
O símbolo de Aquário representa um homem com um vaso que derrama águas sobre. Este signo significa a transmissão de “vida mais abundante”. Essa chave aquariana de um ser que verte uma ânfora com águas, essas águas são os 5 Raios Superiores que vêm do plano astral cósmico que é regido pelo elemento água.
Nós estamos numa fase em que a personalidade humana necessita de entrar nesse código (7º Raio) porque a porta inter civilizações é composta por essa energia.
A energia entre a civilização galopante que vem de dentro de ti para a transformação planetária e a velha civilização, a porta chama-se: ritmo, disciplina, ordem, pulsação, respiração cósmica, economia espiritual, LEI. O 7º Raio põe “a coisa” no seu lugar.
Quando há 20, 30 anos foi dito que o Hierofante da Nova Civilização era S. Germain, significa que a nova civilização necessita exprimir esse Raio da Liberdade através da disciplina (no Universo liberdade e disciplina são equivalentes). Esse ser (S. Germain) está aplicando esse 7º Raio sobre todas as coisas porque só depois dessa precisão ter descido em nós é que esses 5 Raios Superiores têm vaso para receber essa água da vida mais abundante aquariana. Esse símbolo derramando um novo alento sobre a humanidade e sobre o planeta ainda não chegou. Nós estamos na etapa inter civilizações, o que significa que nós temos que aprender a sintetizar todas as cores deste planeta numa única vibração.
Tudo tem uma coluna oculta na qual tudo se axializa, tudo encontra o seu verdadeiro lugar.
Antigamente chamava-se a este estado de entrega de si ao Cosmos e a este aprendizado progressivo na presença, porque estar no deserto e ter sede é uma prática da memória espiritual, o ser aprende a lembrar o que mata a sede, aprende a lembrar-se da sua fonte e é pela sede que tu és levado à fonte, antigamente chamava-se ao processo de Consagração, de fusão com a lei e a este aprender gradual de caminhar na Presença, a vida monástica.
A vida monástica é o voto de viver no nível mais profundo de consciência que o ser consegue conceber. Este estado de extrema simplicidade, de estar despido perante o Cosmos e aprender a SER, e este contentamento de estar lúcido sobre a Terra tem de nos bastar.
Este estado da formação da consciência monástica tinha 3 votos: OBEDIÊNCIA, CASTIDADE e POBREZA. Isto faz o monge. O que é que isto significa, hoje, do ponto de vista da iniciação oculta da humanidade?
OBEDIÊNCIA diz respeito ao plano mental.
CASTIDADE diz respeito ao plano astral.
POBREZA diz respeito ao plano físico etérico.
Isto eram chaves muito simples que eram passadas à consciência dos seres há 1000 anos atrás para eles compreenderem, se afinarem e encontrarem “A PORTA”.
É quando o indivíduo encontra o fio monástico em si que ele pode começar a ancorar essas radiações superiores mais potentes.
Tudo isto (7º Raio) é o trabalho de afinação do ser para a água da vida, para a vida mais abundante. Sem esta consciência de economia (que é no fundo a tradução, na forma, de um profundo amor à essência) a vida mais abundante não pode descer porque ela seria distorcida.
Antigamente ser pobre, em termos monásticos, era renunciar à propriedade privada, hoje, pobreza consiste em um indivíduo ser equidistante de todas as coisas criadas, de tudo o que é material.
Estes votos que antes eram vividos nos corpos, de fora para dentro, hoje, os votos vêm de dentro para fora e actuam no profundo.
POBREZA hoje, é realmente, um estado de consciência e Castidade significa aprender a distribuir o afecto de uma forma proporcional, equidistante com todos os seres para que o teu afecto chegue a todos e o afecto de todos chegue a ti e é esta partilha de pão astral que gera a vibração da Irmandade. Este pão astral é totalmente incompatível com as paixões, com os apegos.
Pão astral é esta sabedoria emocional de o indivíduo saber dar a cada ser o que ele verdadeiramente necessita e não envenenar com açúcar as relações humanas.
Ser criativo é não permitir que a energia estagne, é ajudar a energia a circular.
O estado de permitir que o amor se liberte de ti sem tu o manipulares, sem preferências, é ao amor impessoal que se chama hoje CASTIDADE.
OBEDIÊNCIA é o indivíduo aprender a viver como o seu Mestre, isso é o voto no plano mental. Se a mente dele se purifica ao ponto de ele querer ser um embaixador do mestre nesta dimensão, então pode-se falar de obediência. Significa o ser se interrogar se aquilo que ele pensa é útil ao Plano. Obediência é renunciar ao gozo da fricção mental e tentar perceber se aquele pensamento constrói ou se é apenas dispersivo. Obediência é eu amar o momento em que a mente se torna um instrumento da luz.
Se este poder material confirma a construção do Reino, tu és um monge no plano físico. Se a minha vida afectiva contribui para a irmandade, há aquilo a que se chama Castidade.
Se a minha vida mental é um instrumento da luz, então existe Obediência.
André Louro de Almeida
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