"O discípulo reconhece que sua verdadeira existência transcorre no cosmos, e assim a materialidade dos corpos não é obstáculo para o vôo da sua consciência. Todavia, ele sabe também que a matéria deve ser lapidada, e por isso trabalha com os fogos superiores, fazendo com que nela possa emergir a translucidez. A redenção está baseada nessa qualidade intrínseca da matéria, qualidade que lhe permite revelar sua pureza essencial. Por isso o discípulo é chamado o que revela a Beleza. Isso ele aprendeu a fazer, pois já transpassou os primeiros véus." Amhaj

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ascensão, Antena espectral, Coração gordo, Coração dilatado, Coração refinado - Parte I


Uma das formas mais simples de compreender o que é ascensão é resumir o teu ser a um olho e uma antena. Olho em cujo cristalino vibra a palavra que sustenta toda a criação.

Superados todos os processos analíticos, feito todo o trabalho terapêutico mais ou menos dentro do caminho breve ou do caminho longo, há um momento em que o servidor se encontra com esta realidade simples: ele é uma consciência que contém a chave da criação. Esses seres que já viveram o processo de ascensão por isso é que se chamam mestres assensos.

Quando um grande ser se aproxima de ti ele observa-te fora do tempo. Se um mestre nos observa com os olhos do tempo – o que também é possível – ele é um supremo psicólogo. Agora quando ele nos observa do vértice iniciático a partir do qual o ângulo em que ele se encontra verte sobre nós uma água de salvação, uma água que reconfigura as energias integralmente em nós, um baptismo cósmico, desse ângulo ele olha para nós fora do tempo e aí o que é que ele vê? Vê outro avatar, vê outro ser realizado.

Nós não somos observados pelos nossos guias como estruturas psicológicas em evolução apenas, isso é real na proporção em que, carmicamente, é permitido aos nossos guias intervir no nosso bem estar psicológico e na nossa evolução como seres encarnados e cada um sabe de si. Os mestres têm ângulos distintos em função dos quais podem intervir no nosso bem estar psicológico dependendo do carma individual, dependendo da tessitura luminosa que cada ser elaborou em vidas anteriores. Independentemente disso, quando um grande ser nos observa, a imensa cura que desce vem de ele olhar para nós como um igual. Um mestre quando olha para nós olha sempre de avatar para avatar, de mestre para mestre ou de discípulo para discípulo.

Tu sabes que começas a interpenetrar a aura de uma hierarquia porque tu descobres pedras preciosas em ti. Tu observas que durante a noite o Mestre veio e abençoou a tua fronte e com isso removeu velhos fantasmas, velhas fobias, velhos atavismos. Isto não é um mito nem uma fábula para adultos, isto está a acontecer com todos sem excepção.

As nossas noites são muito sagradas neste momento. Este nosso despedir do dia e reencontrar o templo que a noite deveria ser, isto é muito sagrado porque quando o ser tem a consciência levada para os níveis do sagrado sono profundo, no qual ele se anula como eu superior, como alma, como eu consciente, como personalidade, no sagrado sono profundo os vários núcleos da encarnação unem-se de novo num só, equivale à morte e toda a gente vive 20 minutos disso por noite.

Enquanto a nossa consciência está a passar por essa morte, que lhe confere uma estabilidade superior perante a vida e os elementos à nossa volta, enquanto isso acontece, o teu Mestre abençoou a tua fronte – que corresponde ao beijo na testa – este cunhar no 7º nível do plano etérico – este 7º subnível é o que recebe a informação equivalente ao nível divino e o 6º subnível do plano etérico recebe informação equivalente ao nível monádico, o 5º nível é o espiritual, e o 4º ao nível intuitivo e o 3º ao nível mental, o 2º ao nível emocional e o 1º ao nível físico.

Este 7º sub nível no nosso éter só recebe letras de fogo, desenhos de fogo que representam a intencionalidade do Pai no seu próprio plano, não a adaptação do Pai a nada, mas o desenho em fogo daquilo que é a tua insígnia.

Isto é um assunto que diz respeito à conecção com os centros intraterrenos na América do Sul e como nós ainda estamos num processo de amadurecimento, isto é uma coisa que irá vindo progressivamente.

Esta implantação deste código atractor equivale ao despoletar de todo o protocolo oculto de ascensão. É quando Eles implantam a tua insígnia no teu etérico no 7º subnível que a hipófise e a pineal entram em casamento.

Quando se fala em núpcias no sentido espiritual, fala-se na união da personalidade com o eu superior. Há uma tradução bioquímica desse casamento no qual a pineal (no centro do cérebro) assume a polaridade masculina – que agora está praticamente adormecida na maior parte dos seres humanos – e a hipófise (à frente) assume a polaridade feminina, ou seja, ela torna-se o receptáculo duma nova informação.

Fala-se de ascensão quando o coração responde, quando tu respiras através do tórax em termos ocultos. Isto significa receber e transmitir energia ao outro através do centro cardíaco. Esta é uma região profundamente asfixiada pelo medo, pelo isolamento, pela incomunicação.

Depois deste centro amoroso estar aberto e tu respirares em termos magnéticos, tu dares e receberes amor, depois de conquistado o coração inteligente, que é o coração que dá exactamente o necessário a cada ser porque todos nós damos muito mais do que o necessário a quem nos interessa e nada a quem não nos interessa. Chama-se a isto “coração gordo”. Do ponto de vista esotérico a gordura do coração é esta inércia afectiva que nos faz amar profundamente 1 ou 10 e excluir os outros todos.

Temos 3 estágios: o coração gordo; o coração alargado e o coração refinado.

No coração gordo o indivíduo vive inerte, ele ama 5, 2 ou 1 e tudo o mais lhe passa despercebido, isto é o estado cardíaco do homem comum.

O coração dilatado é outra deformidade do coração. É quando se ouve dizer que o amor é o caminho para Shamballa e saímos por aí a amar toda a gente de uma forma não sábia. Isto é, o coração dilata, dilata, inclui, inclui, inclui e rebenta. A pessoa estava a tentar imitar o Cristo a partir do plano astral e o Cristo não é um fenómeno, um amor ou uma emoção astral. Nós tivemos este fenómeno colectivamente com os hippies. O trabalho hippie é que nos libertou do coração gordo, do coração esclerótico, que depois dá paragens cardíacas, e altos níveis de colesterol, claro, aquele ser não sabe amar, como é que ele não há-de ter colesterol no sangue! Porque o amor é um fogo que afina, que corrige, equilibra, o amor é uma fórmula química, inclusive, ele tem contrapartes em todos os níveis do ser.

O que estes irmãos fizeram nos anos 60 foi pegar no coração gordo, à escala colectiva, e transformá-lo no coração dilatado. Passámos a ter imensos corações, toda uma filantropia, que em certos aspectos é extremamente importante, mas que noutros aspectos soube incluir sem sabedoria e a partir do momento que inclui sem sabedoria, às tantas até já havia gente da CIA nas comunidades hippies encarregados de introduzir drogas cada vez mais pesadas.

O 3º estado do coração é o coração refinado , o coração que dá exactamente o necessário ao ser que tens à tua frente, nem mais nem menos. Porque quando dá de menos a energia escapou-se para o plano mental e quando dá de mais a energia escapou-se para o plano astral.

O amor na nossa espécie, mesmo o amor espiritual, está a dois passos de se transformar em atavismo, em desejo, em comiseração, ele está a dois passos de se degradar o tempo todo e o trabalho com o amor é o de perceber, de uma forma profunda, qual é a verdadeira necessidade do ser que temos à nossa frente e saber irradiar.

O trabalho de refinamento é eu dar exactamente o que é para dar de uma forma inspirada pelo meu ser mais alto.

No homem comum o corpo astral parece um elemento que liga constantemente. A astralidade é um fenómeno de ligação. O amor não só nos liga ao objecto amado como nos torna iguais a ele. Quando tu amas tu tendes a ficar parecido com aquilo que amas. Isto é muito real em casos de fanatismo político, de obsessão passional, de fanatismo religioso e portanto o amor pode ser uma forma de perder a identidade. Mas qual amor? O amor sem sabedoria. E este veículo de desejo que nos parece um elemento, ele não é um elemento, é como uma taça que está saturada de vibração imaterial que foi lá posta, então o indivíduo passa o tempo a dizer: “eu quero, eu desejo, eu possuo”. Mentira! Ele não sabe o que quer ou não quer, porque ele não sabe quem é, ele anda de roldão, ele vive para onde sopra o vento.

Um trabalho de purificação no corpo do desejo passa por eu compreender que o meu corpo astral é um vaso, como um útero ou o cérebro é um vaso, e eu começo a perceber o que é que é colocado e o que não é colocado nesse vaso.

Este estado em que eu olho para a minha natureza emocional como um vaso, já é um ponto lúcido, então a purificação do veículo emocional implica eu esvaziar o “tanque saturado de uma água suja” eu preciso de encontrar a forma de esvaziar este tanque.

O olhar que vem dos níveis internos contém desapego, ele gera libertação e eu abro-me para este olhar central e aprendo a ver-me através deste olho cristalino no topo da antena (coluna de luz que é paralela à medula oblongata e que vai até à base do cóccix com 7 estágios de vibração).

Não há nada mais belo do que quando dois seres estão conseguindo trocar uma afectividade sagrada, seja ela matrimonial, filial, de companheirismo, de aprofundamento espiritual, de colaboração científica ou seja a energia da irmandade. Irmandade é o que acontece quando as pessoas conhecem esta nova afectividade, esta água límpida. Ser irmão é aceitar amar o outro a partir dum plano superior.

Prepara-te para um novo sentimento.

André Louro de Almeida

Continua...

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