"O discípulo reconhece que sua verdadeira existência transcorre no cosmos, e assim a materialidade dos corpos não é obstáculo para o vôo da sua consciência. Todavia, ele sabe também que a matéria deve ser lapidada, e por isso trabalha com os fogos superiores, fazendo com que nela possa emergir a translucidez. A redenção está baseada nessa qualidade intrínseca da matéria, qualidade que lhe permite revelar sua pureza essencial. Por isso o discípulo é chamado o que revela a Beleza. Isso ele aprendeu a fazer, pois já transpassou os primeiros véus." Amhaj

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Nível Monádico e Mônada

Nível Monádico

Segundo subnível do nível físico cósmico. É, para o homem, o limiar da vida cósmica, onde está o véu que separa realidade e ilusão. Ao romper esse véu, reconhece sua verdadeira face, transcende por completo o estado humano e une-se em maior grau com sua origem. O nível monádico é, na fase atual da Terra, a base em que ancora a Hierarquia, ou seja, de onde saem os impulsos que geram as obras no mundo concreto. Qualifica-se, sobretudo pelo segundo raio e por aspectos superiores do elemento água, o que propicia a sua afinidade com o astral cósmico. O fogo cósmico predomina no nível monádico e o interliga ao nível divino.


Mônada

O ser humano têm vários núcleos de consciência, pontos focais de sua expressão nos diferentes níveis do universo. A mônada é para o ele o núcleo fundamental na sua atual fase de evolução. Deriva-se de outro, mais profundo, o regente monádico, “centelha cósmica emanada do Criador”. A mônada é sua projeção no universo físico cósmico; a alma, a projeção da mônada nos níveis abstratos, e o ego humano, a projeção da alma no mundo concreto.


                                       Regente Monádico è Mônada è Alma è Ego


A mônada atua como estação transformadora da energia do regente monádico, por ela a consciência do individuo conhece as leis dos níveis inferiores e prepara a síntese que levará o regente à realização como Avatar. É o centro de vida imperecível do homem. No estado de consciência monádico, ele é um ente individual, mas não vive a separatividade. Mantendo sus bases em níveis elevados, a mônada faz penetrar sua energia nos planos materiais, o que lhes confere relacionamento com esses planos e lhe possibilita evoluir e servir também neles. Dada a sutileza dos fogos que a compõem, ela não pode, de onde está, irradiar sua energia de modo direto à matéria mais densa. Para isso precisa munir-se de veículos intermediários, como os demais núcleos e corpos do ser. Ao contatar a mônada, o eu consciente desperta atributos e conhecimentos que possui em potencial. Após atingir certo preparo e lucidez, a mônada afasta-se dos planos inferiores. O tirocínio pelo qual as mônadas na Terra estão passando é o da busca de equilíbrio das polaridades, fase típica do presente ciclo planetário: o de transcender o conflito e reconhecer a essência do amor. A mônada, como veiculo da consciência imaterial do ser humano, tem dois polos e, pela interação deles, cria um campo de energia capaz de receber um impulso superior e de gerar uma centelha, fogo que ilumina a matéria. Esses polos atuam tanto no sentido vertical quanto no horizontal. No vertical, o polo positivo (criativo) dirige-se para a matéria, enquanto o seu complementar, negativo (receptivo), se volta para o regente monádico. 

No sentido horizontal esses polos afloram nos planos da vida manifestada, onde a projeção da mônada interage com o ambiente circundante e expressa a qualidade criativa ou a receptiva, dependendo da necessidade. A mônada, no segundo nível do universo físico cósmico, é em essência neutra, pois ali esses polos estão potencialmente equilibrados e, em determinada etapa do seu processo evolutivo, eles se fundirão no regente monádico; já nessa sua projeção, prevalece ora um polo, ora outro. Ao iniciar o ciclo de evolução na matéria, a mônada interage com as leis que nela vigoram, e de modo gradual desenvolve-se pela experiência. Percorre longa trajetória pelos reinos mineral, vegetal, animal, humano, espiritual e divino. Enquanto no mineral, no vegetal e no animal, exprime-se por meio de uma alma-grupo. Quando ingressa no reino humano, é constituída uma alma individual para ela. A mônada passa então a receber mais diretamente as irradiações dos universos imateriais, que pouco a pouco a atraem para novos rumos e, ao mesmo tempo, por meio da alma, vai-se adestrando no controle da expressão do ser nos mundos da matéria.

Quando a mônada começa a transcender o âmbito planetário, estabelece comunicação com as Escolas Internas. À medida que se desenvolve no âmbito solar, entra em esferas de consciência siderais. Seu relacionamento com setores do sistema solar ou sua saída da orbita dele são controlados por entidades solares. Essas expansões transcorrem conforme conjunturas de ciclos individuais, planetários, solares e cósmicos. A alma conhece o necessário para os corpos da personalidade alinharem-se e tornarem-se instrumentos cada vez mais afinados da vontade da mônada. Esse conhecimento amplia-se no decorrer da evolução e, quando o núcleo monádico absorve a alma, forma-se entre ele e o eu consciente um canal de comunicação direto. É então facultado ao eu consciente compartilhar da visão do Plano Evolutivo que a mônada alcançou. Assim como a integração da personalidade na alma significa a expansão da consciência do nível pessoal para o nível planetário, global, a fusão da alma na mônada significa a expansão da consciência do nível planetário, para o nível solar, o que representa bem mais do que uma reunião de consciências planetárias.

De um ponto de vista abrangente, a mônada é um vórtice de energia que surge quando a luz do Logos incide sobre o regente monádico. Ela se desprende do regente para, formando com outras mônadas conjuntos de correntes polares, ser co-construtora da obra logóica nos níveis materiais. Simbolicamente, pode ser chamada artesã do Plano Evolutivo, pois é pela sua energia que os reinos percorrem os mundos materiais e é por meio dela que se revelam aspectos sublimes da Criação.

Retirado do Glossário Esotérico de Trigueirinho

Nenhum comentário:

Postar um comentário