"O discípulo reconhece que sua verdadeira existência transcorre no cosmos, e assim a materialidade dos corpos não é obstáculo para o vôo da sua consciência. Todavia, ele sabe também que a matéria deve ser lapidada, e por isso trabalha com os fogos superiores, fazendo com que nela possa emergir a translucidez. A redenção está baseada nessa qualidade intrínseca da matéria, qualidade que lhe permite revelar sua pureza essencial. Por isso o discípulo é chamado o que revela a Beleza. Isso ele aprendeu a fazer, pois já transpassou os primeiros véus." Amhaj

sábado, 18 de maio de 2013

Nível Mental, Corpo Mental e Mente

Nível Mental

Quinto subnível do nível físico cósmico. Subdivide-se em mental concreto, onde atua a mente racional e analítica, e mental abstrato, onde atua a mente superior. É qualificado pelas energias do conhecimento ou ciência, o quinto raio, e pelo elemento fogo. Esta passando por grandes transformações, para capacitar-se a receber voltagens mais potentes do fogo elétrico ou solar que se deve refletir no mundo externo.


Corpo Mental 

Assim como o plano físico é composto de uma parte concreta (sólidos, líquidos e gases) e outra sutil (quatro estados etéricos), o plano mental possui uma parte concreta, racional, e outra sutil, abstrata. De modo geral, corpo mental designa o veiculo de expressão do ser humano nos níveis concretos do plano mental, qualificado pela lógica, dedução e análise; já o seu veículo de expressão nos níveis mais sutis é denominado corpo mental abstrato ou corpo mental superior. Na etapa atual da evolução humana, cabe á mente a percepção da realidade interna. A pureza do corpo mental é condição básica em toda a ascensão, não apenas por ele ter grande influencia sobre os corpos mais densos, como também por desempenhar papel central nas unificações que hoje ocorrem nesses corpos. Um arquétipo sublime fornece ás Hierarquias e aos devas construtores as diretrizes para a formação da mente humana. Quando esta se torna receptiva à luz interna, entra em sintonia com as irradiações desse arquétipo que lhe corresponde e que é parte do arquétipo-síntese do ser humano.

À atual Raça coube o desenvolvimento do corpo mental e sua integração com realidades espirituais. Todavia, em seu percurso, o homem desviou-se da meta evolutiva e afastou-se da sua fonte de equilíbrio. Quando a razão adquiriu o controle sobre alguns movimentos do homem, os desejos dele eram muito densos e capazes de envolvê-la; assim, a mente concreta não pôde unir-se á abstrata nem reconhecer os padrões arquetípicos que deveria expressar. Por outro lado, por atrofia das qualidades mentais positivas, tais como o discernimento, o homem tendeu-se ao prazer, à superstição e ao sentimentalismo, abrindo portas ao medo e á ignorância, do que decorreu a desvitalização da própria atividade mental e a polarização da consciência em níveis inferiores aos que lhe estavam destinados. Quando o ser contata, por meio do alinhamento, o arquétipo da mente humana, experimenta cura profunda. Esse é um dos portais a serem transpostos no caminho da sua comunhão com energias monádicas.


Mente

Pode designar tanto o corpo do homem no plano mental, quanto a Consciência Única e toda a sua gama de manifestações. Considerando-se a primeira acepção, a mente exprime-se de dois modos: o concreto e o abstrato. A mente concreta é instrumento de criação dos pensamentos; constitui-se da substância e das forças dos patamares mais elevados desse mesmo plano. A mente concreta precisa ser educada, e hoje esse processo pode transcorrer com maior intensidade e rapidez que antigamente. Realiza-se pela persistência na aspiração a unir-se com o centro da própria consciência e na intenção de não se deixar conduzir só pelo mecanismo dedutivo-intelectual. A mente concreta tem a função de elevar a vibração das células cerebrais, o que resulta da sua convergência para temas elevados. Tendo cumprido essa função, deveria renunciar ao predomínio, a fim de não se tornar obstáculo ao conhecimento intuitivo. Exercício de ver em cada indivíduo e em cada situação o que têm de melhor auxilia a correta formação da mente concreta, bem como sua transcendência. Essa mente, com seu poder de análise e dedução, vê tanto o positivo quanto o negativo, e então julga.

Ao preparar-se para perceber a realidade essencial da vida e dos seres, no entanto, o homem observa aspectos negativos só de relance e quando isso for ajudar algum processo de transformação; ao mesmo tempo, mantém-se atento para focalizar os aspectos positivos. Assim, a agudeza e a capacidade crítica vão-se transformando no dom de captar a realidade dos fatos, que não é aparente. O nascimento de uma nova consciência no homem inclui a reestruturação da mente concreta. Isso não significa reordenação apenas, mas sobretudo transmutação desse corpo e desse nível de existência, o que é ajudado pela concentração no mundo interior, pelo serenamento do raciocínio. A mente concreta precisa de paz, de reconhecer algo superior que a pode ampliar sem ser complacente com as tendências em geral cultivadas por ela.

A concentração da mente concreta nasce da renúncia voluntária do indivíduo ao que atrai e dispersa, não surge de modo artificial. É fruto da vontade, da sua decisão de manter-se numa vibração específica, de selecionar a faixa de energia na qual a consciência deve polarizar-se. Decorre do reconhecimento do amor que o espírito tem à vida física. Ainda que a mente concreta seja campo de conflito para o homem de hoje , pode transformar-se em campo de serviço. Conforme uma lei do ocultismo, ‘’a energia segue o pensamento’’. Nessa lei está a semente do processo criador-destruidor – no mundo material, para o homem, e no cosmos, para os Logoi – processo que parte da substância da Mente de Deus. A mente concreta, raciona, por ser composta de material opaco e inerte, é incapaz de transcender a si mesma, mas quando tocada pela mente abstrata, espelho de energias intuitivas e espirituais, pode trabalhar em conjunto com ela.

Retirado do Glossário Esotérico de Trigueirinho

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